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Exposição fotográfica — 02 · Memórias do Futuro · Patente desde 11 de julho de 2026

Minas do Pejão

Trinta fotografias de autor sobre as Minas do Pejão, cada uma acompanhada de uma "memória do futuro" gerada por inteligência artificial — uma recriação do mesmo espaço e do mesmo tempo, restaurado e reabilitado, sem qualquer intervenção física no local. O boneco Panda, o mesmo do Sanatório de Mont'alto, atravessa as trinta fotografias como fio condutor da exposição.

Pejão, Castelo de Paiva, Portugal · Bacia carbonífera do Douro · 30 fotografias · exposição in situ com QR code no local

Imagem gerada por IA de um antigo edifício das Minas do Pejão, reimaginado como arquitetura restaurada e reabilitada.

A exposição

Trinta fotografias, trinta memórias do futuro

Cada fotografia documenta o estado atual das Minas do Pejão. Toque numa imagem para revelar o seu par — a "memória do futuro" gerada por IA generativa, que reimagina o mesmo enquadramento restaurado e devolvido ao uso, como convite à reflexão sobre preservação, restauro e reabilitação de espaços arquitetónicos abandonados.

Sobre a exposição

Uma recriação do espaço e do tempo

As Minas do Pejão integraram a exploração de carvão antracite da bacia carbonífera do Douro, uma das mais importantes regiões mineiras de Portugal ao longo do século XX. Do complexo restam hoje galerias, oficinas, balneários e edifícios administrativos entregues à ruína — um patrimínio industrial que este projeto fotografa, mas que não pretende restaurar fisicamente.

Como no Sanatório de Mont'alto, cada fotografia real serve de base a uma imagem gerada por inteligência artificial que reimagina o mesmo espaço restaurado e reabilitado — uma "arqueologia especulativa" que usa a IA para projetar futuros possíveis sobre a ruína, sem gastar um único tijolo. O objetivo não é apenas contemplativo: é sensibilizar para a preservação, o restauro e a reabilitação de espaços arquitetónicos com valor histórico, antes que se percam.

Metodologia

Mesma metodologia de curadoria humano-máquina do primeiro artefacto: cada fotografia real serve de base a uma imagem final gerada por IA generativa, através de um diálogo iterativo entre o artista e o modelo — sem vídeo de transição nesta exposição, o par fotografia/imagem-IA revela-se diretamente ao toque do visitante.

Uma tensão assumida

A obra continua a assumir a tensão entre falar de preservação patrimonial e usar uma tecnologia com pegada ambiental real — ver a discussão completa no artigo científico ligado à página do Sanatório de Mont'alto.

Créditos

Miguel Carlos Lima (Universidade Aberta) — conceção, fotografia e curadoria de prompts.

Segundo artefacto da série Memórias do Futuro, que estreou com o Sanatório de Mont'alto — ver aí o enquadramento teórico completo e o artigo científico publicado sobre o projeto.