Cid@d'ART — série de artefactos

Memórias do Futuro

Três lugares abandonados, três diálogos especulativos entre memória, ruína e IA generativa — cada um reimaginando o seu edifício como um futuro possível, sustentável, sem gastar um único tijolo.

Cada artefacto tem o seu próprio QR code, afixado no local. Aponte a câmara ou explore aqui.

Artefactos

Um método, três lugares

Cada artefacto segue a mesma metodologia de curadoria humano-máquina: fotografia real do local, seleção de cenas-chave e reimaginação por IA generativa, guiada por um agente narrativo próprio. Os três lugares — Sanatório de Mont'alto, Minas do Pejão e Casa da Criança — estão agora completos e patentes in situ, cada um com o seu QR code próprio afixado no local.

O projeto

Ruína como arquivo aberto

Memórias do Futuro entende a ruína não como um ponto final, mas como um "dataset do passado" a partir do qual se pode gerar um "dataset do futuro" — uma arqueologia especulativa que usa IA generativa para projetar hipóteses sobre o património abandonado, sem intervenção física.

Pós-fotografia

As imagens geradas não documentam o que existe — são artefactos meta-fotográficos, híbridos entre o arquivo cultural e o algoritmo, mais próximos da simulação do que do registo.

Património digital

A fotografia do local é o ponto de partida, não o fim: um input computacional que serve de base a novas narrativas sobre o que um espaço abandonado ainda pode ser.

Sustentabilidade em tensão

Usar IA para falar de futuro sustentável expõe um paradoxo real — a pegada ecológica da própria tecnologia. Cada artefacto assume essa tensão como parte da obra, não a esconde.